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Autismo (PEA / TEA)

O autismo é uma forma diferente de desenvolvimento do cérebro que influencia a maneira como a pessoa comunica, se relaciona e perceciona o mundo. Não é uma doença, não «se apanha» e acompanha a pessoa ao longo da vida. As suas capacidades e necessidades podem mudar com o tempo e com os apoios adequados. Em Portugal fala-se de perturbação do espetro do autismo (PEA); no Brasil, de transtorno do espectro autista (TEA).

O que é, segundo as classificações oficiais?

A Organização Mundial da Saúde descreve o autismo como um grupo diverso de condições com algum grau de dificuldade na interação social e na comunicação, a par de padrões atípicos de atividades e comportamentos, como dificuldade em mudar de atividade ou reações pouco habituais às sensações. Na CID-11 surge com o código 6A02.

O manual norte-americano DSM-5 considera duas grandes áreas: diferenças persistentes na comunicação e interação social, e padrões de comportamento, interesses ou atividades restritos ou repetitivos (incluindo diferenças sensoriais). As características estão presentes desde cedo, embora por vezes só se notem quando as exigências sociais aumentam ou quando a pessoa aprende a «camuflá-las». O DSM-5 distingue três níveis de apoio, de «necessita de apoio» a «necessita de apoio muito substancial».

Quantas pessoas são autistas?

A OMS estima que cerca de 1 em cada 127 pessoas no mundo era autista em 2021, embora os números variem muito entre estudos. Nos Estados Unidos, os CDC calculam que 1 em cada 31 crianças de 8 anos tinha diagnóstico (dados de 2022) e que o diagnóstico é mais de três vezes mais frequente em rapazes do que em raparigas.

Características frequentes (e muito diversas)

Por isso se fala de espetro: não há duas pessoas autistas iguais.

Sinais para consultar na infância

Alguns sinais a falar com o pediatra: pouco contacto visual, não responder ao nome por volta dos 9–12 meses, não partilhar interesses (por exemplo, apontar para mostrar algo) por volta dos 15 meses, atraso ou perda da linguagem, ou reações muito intensas às mudanças. Nenhum destes sinais, por si só, confirma um diagnóstico, mas justifica uma avaliação.

Quem faz o diagnóstico?

Não existe análise ao sangue nem teste único. O diagnóstico é feito por profissionais especializados (por exemplo, pediatria do desenvolvimento, pedopsiquiatria, psicologia clínica ou equipas multidisciplinares), combinando a história do desenvolvimento contada pela família com a observação direta. O primeiro passo costuma ser o médico de família ou o pediatra (no Brasil, a Unidade Básica de Saúde). Também é possível obter diagnóstico em adulto.

Apoios com evidência

Desconfie de qualquer produto que prometa «curar» o autismo: não existe cura, porque não é uma doença.

Mitos frequentes

Fontes

Este site informa; não substitui um diagnóstico nem a consulta com profissionais de saúde ou de educação.